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(parte 1) Como se conectar com as plantas?


Ouço muito sobre a dificuldade que as pessoas têm em se relacionar com as plantas, seres aparentemente tão distantes da nossa existência humana. Mas a verdade é que a vida não seria possível sem elas.


O primeiro passo para se conectar com elas é perceber como sua existência é indispensável, perfeita e sagrada, honrando sua sabedoria e origem no Um. De forma bastante clara, nesse plano físico as plantas nos amparam como alimento, remédio, veste para o corpo, sombra e matéria-prima de construção de abrigo contra intempéries.


Igualmente importante elas também massageiam nossos sentidos através da perfumaria, decoração, memória de aconchego familiar pelo alimento, e sensação de proteção com o toque de uma manta.


E por fim a parte que mais me encanta é seu poder sutil/energético e químico, reequilibrando ambientes, pessoas e animais, protegendo, amparando e sustentando. São utilizadas como florais, chás, banhos e escalda-pés, defumação, florestaterapia, fitoenergética, homeopatia, fitoterapia, aromaterapia, entre outras.


Quando reconhecemos sua imensa importância e agradecemos pela sua doação chegamos no ponto em que estamos abertos à essa relação de forma mais consciente.


Para se conectar precisamos nos envolver de verdade, cultivando-as por perto e mantendo uma relação amiga. As plantas têm necessidades físico-químicas e sutis, um bom banho de sol, uma terra adequada, água em quantidade certa e cuidados regulares, como a retirada de folhas secas, preenchem sua vitalidade. Enquanto você faz isso pode se dedicar às suas necessidades sutis, conversando com elas, elogiando-as, acariciando-as e desabafando se necessário.


As plantas reconhecem quando você está pronto e o segredo é que quanto mais você se abre pra elas mais elas se abrem pra você, e dependendo do estágio de conexão que você se encontra pode até ouvir um tagarelar no jardim haha.


O fato de o reino vegetal ser tão imprescindível à nossa sobrevivência e cura não deveria nos colocar superiores à ele. Por isso antes de qualquer interação que seja, precisamos acabar com a cegueira botânica, que consiste em andar na rua sem reparar que há seres por onde você passa! Nas calçadas, entre lajotas, subindo muros e telhados; são árvores, trepadeiras, matinhos, "matos medicinais", musgos e por aí vai.

E se o autor do termo cegueira botânica me permitir, gostaria de adicionar sobre a importância de reeducar o vocabulário onde o que não nos serve se chama "mato" e "praga" e merece veneno.


Este sem dúvida é o primeiro exercício à se praticar, andar pelas ruas e reparar em CADA planta, suas cores, texturas, diferenças e semelhanças, cumprimente-as e agradeça,você perceberá que elas estão em toda parte! Para um exercício mais intimista, tire um momento especial para cuidar das plantas que você têm em casa (caso não tenha, adquira uma*), cuide das necessidades delas e estará cuidando das suas!


Só podemos nos relacionar e cuidar de verdade do que a gente ama e respeita, e para isso a gente precisa compreender sua grandiosidade! Se fez sentido pra você essa partilha, clique aqui para ler a segunda parte.


Até breve,

Bárbara

 

*Para quem está começando a se aventurar nesse mundo botânico e tem medo de matar plantas, procure por plantas de fácil cultivo e manejo, como as Jiboias(Epipremnum pinnatum), lírios da paz, samambaias e suculentas. Se você tiver espaço com pelo menos 4h de sol pode cultivar temperos como salsinha, manjericão e alecrim.

Tenha paciência com seu processo e o da própria planta, e siga persistente apesar dos desajeitos, tenho certeza que você, assim como todes, podem ativar o dedo verde!


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